REUTERS/Nacho Doce
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Desmatamento na Amazônia caiu 21% em um ano

Boletim do Imazon revela que devastação foi de 2.834 quilômetros quadrados entre agosto de 2016 e julho de 2017; curva ascendente de destruição é revertida pela primeira vez em 5 anos

Fábio de Castro, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2017 | 18h41
Atualizado 22 Agosto 2017 | 23h38

No período de um ano, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 21%, interrompendo uma sequência de cinco anos consecutivos de aumento da devastação. Entre agosto de 2016 e julho de 2017, foram destruídos 2.834 km² de florestas. No mesmo período, um ano antes, o índice havia sido de 3.580 km² . O monitoramento, não oficial, é do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). 

De acordo com o pesquisador sênior do Imazon, Paulo Barreto, o principal fator que explica a redução da devastação florestal é a queda no preço do gado. “Diversos estudos mostram uma forte correlação entre o preço do gado e as taxas de desmatamento. Os preços mais altos estimulam a devastação para a abertura de pastos”, disse.

Segundo Barreto, no período correspondente à queda no desmatamento, o preço do gado era o mais baixo dos últimos 20 anos. “A queda no preço, aliada à recessão e ao fechamento de alguns frigoríficos na Amazônia, explica essa queda.”

Já para o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, a queda aconteceu porque a pasta obteve mais recursos para fiscalização. “Foi resultado de uma recomposição política e orçamentária da pasta. O desmatamento só é contido por comando e controle – isto é, poder de polícia. Sempre que essas operações enfraquecem, a devastação aumenta”, disse Sarney Filho ao Estado.

De acordo com o ministro, a alocação de recursos para as ações contra o desmatamento subiram de R$ 76 milhões em 2015 para R$ 100 milhões em 2016. “Quando nossa gestão teve início, em julho de 2016, além da crise política, o orçamento estava defasado. Havia uma sensação de ausência do poder público, que estimulava o desmate. Nós recuperamos o orçamento e conseguimos reverter essa curva ascendente.”

 

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