Desmatamento dobra em relação a junho, mas cai na comparação com 2009

Os Estados onde foram registradas as maiores áreas devastadas em julho são Pará e Mato Grosso

estadão.com.br, estadão.com.br

31 de agosto de 2010 | 13h57

O sistema de detecção de desmatamento em tempo real da Amazônia (Deter), do Inpe, registrou 485 km2 de desmatamento no mês de julho, quando 29% da Amazônia Legal esteve coberta de nuvens. Em junho, quando a cobertura de nuvens registrada foi de 28%, a área devastada tinha sido de 243,7 km2. O aumento é de 96%.

 

Veja também:

tabela O histórico do desmatamento na Amazônia

 

Na comparação com julho de 2009, no entanto, houve queda de 42%. No acumulado de 12 meses, o total de alertas do Deter caiu de 4.375 km2 para 2.295 km2.

 

Na divulgação de seu relatório, o Inpe adverte que não recomenda o uso de dados do Deter para a comparação entre períodos de tempo, "em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites".

 

O balanço anual de desmatamento é feito por outro sistema, o Prodes, que é mais sensível e detecta um maior número de desmatamentos em áreas menores.

 

Em 2009, o Prodes detectou mais de 7.000 km2 de desmatamento, retomando a tendência de queda que vinha desde 2005 mas que havia sido interrompida em 2008.

 

Os Estados onde foram registradas as maiores áreas devastadas em julho são Pará (237,9 km2) e Mato Grosso (102,2 km2). Depois vêm Rondônia (70 km2), Amazonas (46,9 km2), Maranhão (22 km2), Acre (4,5 km2) e Tocantins (1,6 km2).

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