VINICIUS MENDONÇA/IBAMA
VINICIUS MENDONÇA/IBAMA

Desmatamento da Amazônia aumenta 15%, com 4.565 km² de área devastada

Município de Altamira, no Pará, onde foi erguida a hidrelétrica de Belo Monte, segue no topo dos locais mais desmatados

André Borges, O Estado de S. Paulo

03 de julho de 2019 | 21h39

BRASÍLIA - O desmatamento na região amazônica atingiu, entre agosto de 2018 e junho deste ano, uma área total de 4.565 km². A área devastada é 15% superior ao volume verificado nos doze meses anteriores. Entre agosto de 2017 e junho de 2018, 3.975 km² de mata foram perdidas na Amazônia Legal. 

As informações são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter). Trata-se de uma ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão federal, usada para fiscalizar ações de desmatamento.

Entre ambientalistas, há apreensão quanto ao volume de devastação neste mês. Julho é marcado por um forte aumento de desmatamento na região. 

Os dados do Deter ainda serão consolidados pelo balanço anual do governo, que fecha no fim deste mês, por meio de outro sistema, o Prodes, que filtra os dados e possíveis distorções causadas por nuvens, que podem prejudicar a apuração mais precisa das áreas atingidas.

Pontos críticos

O município de Altamira, no Pará, onde foi erguida a hidrelétrica de Belo Monte, segue no topo dos locais mais desmatados da Amazônia, com 234 km² de floresta perdida entre agosto do ano passado e junho de 2019.

A Floresta Nacional do Jamanxim, unidade de conservação que também fica no Pará, continua a ser o principal alvo do crime organizado que devasta a Amazônia em busca de madeira e grilagem de terras. Foram perdidos 85 km² de mata nativa no mesmo intervalo.

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