Desmatamento avança 467% na Amazônia

Desmatamento avança 467% na Amazônia

Levantamento da ONG Imazon aponta 244 km² desmatados em outubro, ante 43 km² no mesmo período de 2013; dado não é oficial

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2014 | 03h00

O desmatamento na Amazônia Legal chegou a 244 km² em outubro, aumento de 467% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram desmatados 43 km². 

O monitoramento, não oficial, foi feito pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), da organização de pesquisa Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de Belém (PA). 

Em outubro, 72% do território da Amazônia Legal foi monitorado, por causa da cobertura de nuvens. Em outubro do ano anterior, o monitoramento abrangia 69% do território. 


No boletim anterior do Imazon, relativo ao período de agosto a setembro de 2014 - os dois primeiros meses do calendário oficial de medição do desmatamento -, foi registrada uma perda florestal acumulada de 838 km², com aumento de 191% em relação ao mesmo período de 2013, quando foram desmatados 288 km².

Segundo o boletim, no mês passado, Rondônia foi novamente o Estado mais afetado, concentrando 27% do desmatamento. O restante se distribuiu entre Mato Grosso (23%), seguido por Pará (22%) e Amazonas (13%), com menor ocorrência em Roraima (9%), Acre (5%) e Amapá (1%).

Além dos dados correspondentes ao corte raso, o Imazon divulgou números sobre a degradação florestal - as áreas onde a floresta não foi inteiramente suprimida, mas foi intensamente explorada ou atingida por queimadas. Em outubro, as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 468 km². Em relação a outubro de 2013, houve um aumento de 1.070%, quando a degradação florestal somou 40 km².

Sem números oficiais. Os últimos dados oficiais, medidos pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram divulgados em setembro, com números referentes a junho e julho, indicando aumento de 195% em relação ao mesmo período de 2013.

O governo prometeu divulgar os dados de setembro até o fim de novembro. 

O SAD usa imagens do mesmo sensor e do satélite utilizados pelo Deter, mas emprega metodologia diferente.

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