Desempregados indianos vão trabalhar esterilizando macacos

Ambientalistas da Índia condenam o plano, que poderá tornar os animais ainda mais agressivos

04 de janeiro de 2008 | 15h58

Um Estado do norte da Índia pretende usar jovens desempregados para esterilizar macacos, numa tentativa de combater os símios violentos, que vêm atacando fazendas. A idéia foi imediatamente atacada por ambientalistas, que afirmam que o plano não é científico e poderá agravar o problema.   As autoridades indianas enfrentam, há anos, dezenas de milhares de macacos que vivem na periferia das cidades. Os animais acabam atraídos para templos e prédios comerciais, onde devotos do deus Hanuman os alimentam.   Nos últimos meses, o vice-prefeito de Nova Délhi  morreu ao cair de uma sacada, durante um ataque de macacos, e 25 outras pessoas ficaram feridas em agressões perpetradas pelos animais na cidade. O Estado de Himachal Pradesh sofre com uma infestação de macacos reso, que foram empurrados para fazendas e cidades com a destruição de seu hábitat natural.   O ministro-chefe do Estado, Prem Kumar Dhumal, disse que Himachal Pradesh ficaria em "pé de guerra" para combater os milhares de símios que vêm devastando fazendas e agredindo pessoas. Segundo nota do governo estadual, a capacidade dos zoológicos será expandida para acomodar macacos capturados, e campos poderão ser montados para isolar os animais.   Ambientalistas criticaram a idéia de permitir que jovens sem treinamento específico esterilizem os macacos, dizendo que se trata de uma medida cruel e ineficaz.   O ecologista Sujoy Chaudhur considerou o plano "ridículo". "Dá para imaginar o que macacos mal esterilizados à solta fará com o nível de agressão?", questiona.

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