Lutz Obelgonner/WWF/Reprodução
Lutz Obelgonner/WWF/Reprodução

Descobertas mais de mil espécies na Nova Guiné entre 1998 e 2008, diz WWF

Segundo entidade ambiental, existe grande risco de extinção; objetivo do anúncio é tentar preservar os animais e acabar com o desmatamento na ilha

Efe

27 Junho 2011 | 11h47

A ONG internacional WWF anunciou nesta segunda-feira, 27, que 1.060 novas espécies foram descobertas na Nova Guiné entre 1998 e 2008, entre as quais se destacam um golfinho e um tubarão de dois metros e meio de comprimento.

A entidade denunciou o risco de extinção dessas espécies caso não sejam controlados os danos que o desmatamento provoca na ilha.

O estudo divulgado pela WWF revela as descobertas científicas realizadas durante dez anos, entre as quais se encontram 218 plantas, 43 répteis, 12 mamíferos, 580 invertebrados, 134 anfíbios, 2 pássaros e 71 peixes.

"Este relatório mostra que as florestas e rios da Nova Guiné se encontram entre os mais ricos e com maior biodiversidade do mundo. Mas também mostra que a descontrolada demanda humana pode levar este rico ambiente à quebra", disse Neil Stronach, representante da WWF.

O organismo ressaltou que, apesar de sua remota localização, os habitats da ilha estão sendo destruídos "de forma alarmante" devido a graves ameaças, como "desmatamento, mineração, comércio de animais silvestres e expansão da agricultura, em particular a exploração do azeite de palma".

A ilha da Nova Guiné contém a terceira maior extensão de floresta do mundo e seu território é compartilhado por Indonésia, na parte ocidental, e Papua Nova Guiné, na oriental.

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