Henry Romero/Reuters
Henry Romero/Reuters

Desastres naturais causam perdas de US$ 175 bi em 2016

Danos em apenas um ano equivalem a todo o PIB de países como Nova Zelândia ou Catar; na América Latina, prejuízos somam US$ 6 bi

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

28 Março 2017 | 10h54

GENEBRA - Desastres naturais causaram perdas econômicas de US$ 175 bilhões em 2016, um dos custos mais elevados já registrados. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 28, pela Swiss Re, uma das maiores seguradoras do mundo. A empresa estima que o valor seja quase o dobro do que havia sido constatado em 2015. 

O prejuízo foi o equivalente a todo o produto interno bruto (PIB) de países como a Nova Zelândia ou Catar. Os danos ainda poderiam ser comparados a cinco vezes o tamanho da economia da Bolívia. No mundo, apenas 53 países têm economia superior ao total das perdas de 2016 por desastres naturais. 

Em termos de mortes, 2016 registrou uma queda no número de vítimas em comparação a 2015. Foram 11 mil mortes, contra 26 mil em 2015. Mas, por atingir áreas de maior valor patrimonial e de desenvolvimento econômico, os desastres no ano passado representaram perdas econômicas superiores até mesmo às previsões iniciais do setor de seguros. 

Na avaliação da Swiss Re, 2016 entra na lista dos anos de maior impacto econômico, coincidindo com a constatação da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o ano também foi o mais quente já registrado. 

O ano de 2016 também se apresenta como o de maior dano econômico desde 2012. O motivo: "um grande número de eventos catastróficos de grande importância, incluindo terremotos, tempestades, inundações e incêndios em todas as regiões do mundo". 

De um total de 327 desastres, 128 deles ocorreram na Ásia. Ainda que não esteja ligado às mudanças climáticas, um terremoto na ilha japonesa de Kyushu, em abril de 2016, deixou um rastro de US$ 25 bilhões em danos. 

No Caribe, o furacão Matthew causou prejuízos de US$ 12 bilhões, dos quais US$ 4 bilhões foram assumidos pelas seguradoras. O mesmo furacão deixou 700 mortos, principalmente no Haiti. 

Também na América do Norte, tempestades foram registradas no Texas, e incêndios nas florestas do Canadá entre maio e junho de 2016 deixaram US$ 4 bilhões em danos. Na Europa, esse também foi o valor registrado com os prejuízos de enchentes que atingiram o continente.

Na Louisiana, inundações acumularam prejuízos de US$ 10 bilhões. 

Na América Latina, as perdas chegaram a US$ 6 bilhões no ano passado. Apenas o terremoto do Equador deixou 673 mortos nas províncias de Esmeraldas e Manabí. Os danos para a economia local superaram a marca de US$ 4 bilhões. 

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