Desaparecimento gradual de um famoso oásis chinês alarma especialistas

Águas do Lago da Lua Crescente já retrocederam três metros nos últimos 60 anos

Efe

05 Outubro 2010 | 10h02

TIANJIN - O Lago da Lua Crescente, um oásis famoso visitado anualmente por um milhão de turistas, está secando ano após ano, causando alarme entre os especialistas e mostrando a urgência das negociações sobre alterações climáticas, que está sendo realizada nesta semana em Tianjin.

 

O oásis, com sua forma quase perfeita de uma lua crescente e localizado na orla do deserto, é uma das grandes atrações turísticas de Dunhuang, uma cidade famosa chinesa na a Rota da Seda.

 

Suas águas retrocederam três metros nos últimos 60 anos, e ainda secaram completamente durante três anos, informou nesta terça a agência oficial de notícias Xinhua.

 

A situação no lago não é nova, mas a imprensa chinesa levantou o tema com a coincidência da conferência internacional que as Nações Unidas e o Governo chinês realizam nesta semana, em Tianjin, a 150 quilômetros de Pequim, para finalizar os preparativos para a Cúpula sobre Alterações Climáticas de Cancún.

 

O oásis era abastecido por água de rios próximos como o Shule e o Danghe, nascidos nas geleiras da área próxima do planalto tibetano, mas o primeiro desses fluxos secou há décadas, enquanto o segundo não é suficiente para garantir a continuidade do rio , disse o especialista Zhang Hua à Xinhua.

 

Na verdade, o fato é uma ameaça para toda a cidade de Dunhuang, localizado na extremidade do deserto Kumtag e também famosa pelas grutas Mogao, apelidadas de "Capela Sistina da pintura budista".

 

O deserto avanço de três ou quatro metros por ano na área é "uma grande ameaça ecológica para Dunhuang", disse o diretor do Departamento Florestal da cidade, Gao Hua.

 

A Conferência de Tianjin é a primeira negociação sobre mudança climática que a China sedia nos 20 anos de diálogo.

 

Com essa conferência, Pequim tenta mostrar à comunidade internacional o seu compromisso com esta questão, apesar de ser o maior emissor de dióxido de carbono e se opor à entrada das nações emergentes e países em desenvolvimento em um acordo vinculativo para reduzir as emissões.

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