Deputados italianos aprovam proposta para a cúpula do clima

Texto prevê realocação de recursos para políticas de incentivos a iniciativas que utilizem fontes renováveis

ANSA,

25 Novembro 2009 | 17h01

A Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta quarta-feira, 25, por unanimidade, uma moção sobre políticas públicas e mudança climática, apresentada pelo partido União Democrata de Centro (UDC), ex-aliado do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

 

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O texto, que prevê uma série de medidas, foi proposto por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá entre os dias 7 e 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

 

Entre os principais pontos, o projeto ressalta a importância da promoção de "mecanismos que levem em conta a crise econômica mundial e ajudem no direcionamento de esforços e recursos para eficazes políticas ambientais e energéticas".

 

Também propõe a "realocação de recursos para políticas de incentivos a intervenções e iniciativas que utilizem fontes renováveis; promoção de iniciativas regionais no âmbito energético; e incentivo à melhoria das interconexões das redes energéticas europeias, com o objetivo de permitir a utilização das energias produzidas ou compradas".

 

"A Itália se coloca na vanguarda da Europa assumindo tais políticas", afirmou Agostino Chiglia, líder do partido governista Povo da Liberdade (PDL) na Comissão Ambiental da Câmara.

 

Para o deputado, "esta moção concilia a exigência de se chegar a uma diminuição das emissões com a necessidade de enfrentar a crise econômica através de um novo tipo de empreendedorismo, atento à sustentabilidade". "Graças a esta proposta, a Itália se apresentará mais forte em Copenhague", destacou Chiglia.

Por outro lado, Ermete Realacci, que é presidente honorário da associação Legambiente e membro do Partido Democrata (PD), declarou que, embora a aprovação do documento demonstre a "clara" posição do Parlamento, a posição do governo "ainda permanece ambígua".

 

"É preciso saber se a posição do governo será a de hoje, de ser favorável à moção que pede para o Executivo encontrar, no desafio ambiental, uma oportunidade para renovar a nossa sociedade e economia, ou se vai ser a de não tomar medidas concretas", questionou Realacci.

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