Debates da ONU focalizam meios para cortar emissões de CO2

Conversações a portas fechadas são retomadas após boicote de 24 horas promovido por governos africanos

Associated Press,

04 Novembro 2009 | 14h48

Os países africanos pressionaram as nações ricas a explicar, numa reunião da ONU em Barcelona, como pretendem cortar suas emissões de gases causadores do efeito estufa, dentro de um acordo que se encontra em negociação.

 

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Mas, ao mesmo tempo em que delegados reunidos na Espanha recolhem-se para negociar a portar fechadas, aumentam os temores a respeito do que será definido para o combate à mudança climática.

 

O primeiro-ministro da Suécia disse que chegar a um acordo com força de lei provavelmente é impossível neste ano, enquanto que o primeiro-ministro da Dinamarca disse que o fracasso em chegar a um acordo na reunião de Copenhague, prevista para o próximo mês, poderá ser um" enorme desapontamento".

 

A intensificação da atividade diplomática em torno do novo acordo reflete as tensões que se acumulam pelo mundo, à medida que dois anos de negociações se aproximam de um clímax na conferência que começa em 7 de dezembro em Copenhague.

 

A conferência deveria apenas ratificar um acordo para regulamentar as emissões de gases causadores do efeito estufa, mas um tratado do tipo parece cada vez mais improvável, porque os Estados Unidos não estão prontos para assumir um compromisso de redução antes que o Congresso do país aprove uma lei sobre o assunto.

 

Um pedido emocionado da chanceler alemã Angela Merkel no Congresso dos EUA, na terça-feira, 3, foi recebido com silêncio pela maioria dos membros do Partido Republicano, enquanto que os democratas aplaudiram-na em pé.

 

Em Atenas, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que as negociações chegam a um "período crucial", e disse que um fracasso na conclusão do pacto colocará as populações mais vulneráveis do mundo em perigo.

 

Estimativas variam sobre quantas pessoas já foram deslocadas pela mudança climática, mas a Organização Internacional de Migração prevê que 200 milhões de pessoas serão forçadas a deixar seus lares por causa de pressões ambientais até 2050. Outras estimativas falam em até 700 milhões.

 

Em Barcelona, uma conferência de cinco dias encarregada de preparar o texto para Copenhague retomou os trabalhos depois de um boicote promovidos pelos representantes de nações africanas, para exigir que as nações industrializadas aumentam suas metas de corte de emissões.

 

Delegados da União Europeia disseram que as conversações estavam de volta ao rumo e que, conforme solicitado pelos africanos, os países industrializados estão descrevendo como pretendem obter reduções na emissão de gases causadores do efeito estufa.

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