Debate sobre lei de emissões gera crise na oposição australiana

Novo líder oposicionista anunciou que lutará contra a proposta, à qual chamou de 'grande imposto'

Efe,

01 Dezembro 2009 | 11h45

O debate para a aprovação da nova legislação sobre as emissões de gases poluentes na Austrália gerou nesta terça-feira, 1, uma cisão dentro da oposição conservadora e uma mudança em sua liderança.

 

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O novo líder da Coalizão Liberal é Tony Abbott, um parlamentar católico de 53 anos, contrário à pesquisa científica com células-tronco, aos casamentos entre homossexuais e às iniciativas de tentar fazer da Austrália uma república.

 

Na semana passada, seu antecessor, Malcolm Turnbull, demonstrou apoio ao chamado Esquema de Comércio (ETS) de gases poluentes, cujo objetivo é reduzir o volume de emissões entre 5% e 15% antes de 2020, em comparação com os níveis de 2000.

 

Se a lei for aprovada, as empresas afetadas pagarão a partir de julho de 2011 um total de 26 dólares australianos (US$ 23,2) por cada tonelada de emissões de dióxido de carbono.

 

Abbott anunciou que lutará contra a proposta, à qual chamou de "grande imposto", e indicou que rejeitará a legislação se não alcançar a votação no Senado.

 

A mudança na liderança da oposição conservadora representa um grave revés para o primeiro-ministro, Kevin Rudd, atualmente em visita oficial aos Estados Unidos, onde quer tratar o assunto do aquecimento global com o presidente Barack Obama antes da Conferência de Mudança Climática da ONU em Copenhague.

 

Rudd deseja que o ETS seja aprovado no Parlamento antes de viajar para a Dinamarca, mas os trabalhistas não têm maioria no Senado e precisam de mais sete votos para emplacar a lei.

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