Custos do efeito estufa foram subestimados, diz especialista

Nicolas Stern, autor de relatório de 2006 sobre mudança climática, diz que combate custaria 2% do PIB global

EFE,

12 Fevereiro 2010 | 18h22

O economista britânico Nicolas Stern acredita, face às informações disponíveis agora, ter subestimado os efeitos do aquecimento global no relatório que preparou sobre o tema para o governo britânico em 2006, e que conquistou renome mundial.

 

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"Subestimei o perigo. Provavelmente fui prudente demais, muito otimista", disse ele em entrevista publicada pelo jornal Le Monde, e na qual adverte que as emissões de gases do efeito estufa vêm crescendo mais depressa do que o calculado pelo relatório, enquanto que a capacidade global de absorvê-las vem se mostrando menor.

 

Por isso, "os efeitos do aquecimento devem se fazer sentir mais rápido", o que exige metas mais apertadas para as emissões de dióxido de carbono.

 

Ele declarou que a limitação da concentração de CO2 na atmosfera, que o relatório sugere que deveria ser fixada entre 450 e 550 partes por milhão, teria de cair para de 450 a 500 ppm, mesmo que isso dobre o custo previsto par medida, de 1% para 2% do PIB mundial.

 

Segundo ele, esse montante seria "muito inferior que nos espera se não fizermos nada agora", avisa.

 

Stern lamentou que os resultados da conferência realizada pelas Nações Unidas em Copenhague em dezembro para fixar metas de redução de emissões de CO2.

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