Cúpula da ONU sobre mudança climática começa em Durban

Conferência acontece até o próximo dia 9 de dezembro e reúne cerca de 20 mil delegados e observadores de quase 200 países

Efe

28 Novembro 2011 | 09h37

 

DURBAN, África do Sul - A 17ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 17) começou nesta segunda-feira na cidade sul-africana de Durban, quando o México, anfitrião da conferência de 2010 em Cancún, passou a responsabilidade à África do Sul.

 

A conferência acontece no International Conference Center (ICC) de Durban, onde até o próximo dia 9 de dezembro se reunirão cerca de 20 mil delegados e observadores de quase 200 países para abordar a ameaça para o planeta da mudança climática.

 

Na inauguração da reunião, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, agradeceu à ONU sua "confiança na capacidade da África para abrigar esta conferência".

 

Zuma destacou que a mudança climática "já não é só um desafio de meio ambiente, mas um desafio para o desenvolvimento", o que para muitas pessoas é "questão de vida ou morte".

 

Já a ministra mexicana de Relações Exteriores, Patricia Espinosa, ressaltou que "o desafio global que temos é encontrar uma solução definitiva que harmonize o desenvolvimento com a sustentabilidade".

 

"O desafio é poder encontrar e desenhar políticas públicas eficazes para reduzir a mudança climática que sejam também economicamente viáveis", disse Espinosa, em referência a uma reunião do presidente do México, Felipe Calderón.

 

A ministra de Relações Exteriores sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane, definiu a reunião de Durban como "um momento decisivo" para conseguir objetivos como a renovação do Protocolo de Kioto.

 

Uma das prioridades em Durban é avançar na renovação do Protocolo, um acordo juridicamente vinculativo adotado em 1997 na cidade japonesa de Kioto, que fixava objetivos para reduzir a emissão de gases causadores do aquecimento global.

 

Os Estados Unidos, o segundo país mais poluidor do planeta, não ratificou o protocolo, enquanto a China, a principal poluidora, está excluída por se tratar de uma economia emergente.

 

Conseguir um novo acordo sobre emissão de gases do efeito estufa é necessário porque o período de compromisso do Protocolo de Kioto expira em 2012. 

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