Crise pode cortar em 50% a emissão mundial de CO2

Segundo pesquisador, diminuição será ainda maior que os 35% ocorridos na Grande Depressão de 1929

GELU SULUGIUC, REUTERS

12 Março 2009 | 14h22

A desaceleração da economia mundial pode ajudar a reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em até 50%, afirmou nesta quinta-feira, 12, um cientista no Congresso de Mudança Climática.   Veja também: 'Empregos verdes' podem conter o desemprego global, diz ONU Especial: Quiz: você tem uma vida sustentável?  Especial: Evolução das emissões de carbono   Especial: As ações diárias que salvam o planeta  De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise Terry Barker, diretor do Centro de Pesquisas para Diminuição das Mudanças Climáticas da Universidade de Cambridge, disse que a recessão pode causar, até 2012, uma redução nas emissões de carbono maior do que os 35% ocorridos na Grande Depressão de 1929 a 1932. "Minha previsão é de que as emissões sejam cortadas em 40 a 50% na pior das hipóteses, mas ainda precisamos ver isso", disse Barker. "No momento, os sinais são muito ruins de quando vamos sair dessa depressão. Estou muito pessimista quanto ao PIB mundial, mas podemos dizer que estou muito otimista de que as emissões de carbono vão cair", afirmou. Barker disse que já viu sinais de grandes quedas na produção de eletricidade na China, mas precisa de mais dados do mundo industrializado antes de fazer uma previsão mais segura. Enquanto isso, exortou os governos a aproveitarem a oportunidade de estimular suas economias investindo em energia limpa. "Se todos os países do G20 adotarem um 'Novo Green Deal', a economia mundial pode ser muito fortalecida, especialmente os setores que produzem tecnologias com baixo uso de carbono", afirmou. "Quando estabelecemos metas mais estritas de redução de carbono, os custos macroeconômicos caem, não sobem", acrescentou Barker. "Veríamos benefícios crescentes através da inovação e distribuição de tecnologias com baixo uso de carbono e mais receitas com impostos."

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