Crise financeira não afasta nações do Fundo Amazônia, diz Minc

Ministro afirmou que não houve nenhuma 'manifestação de arrependimento por parte dos interessados'

Efe

13 Outubro 2008 | 16h44

Apesar da crise financeira internacional, Coréia do Sul, Japão e Suécia continuam interessados em reforçar o Fundo Amazônia, criado pelo Brasil para financiar projetos de preservação da floresta, afirmou nesta segunda-feira, 13, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Para ele, a doação ao fundo significa fazer "um seguro de vida planetário", e isso "independe do humor do mercado".   Veja também: Especial: Maiores Dematadores do País  A evolução do desmatamento na Amazônia Ainda há tempo para salvar a maior biodiversidade do mundo?    "Já estamos conversando com Coréia, Japão e Suécia, que estão interessados. Não há nenhuma manifestação de arrependimento por parte desses interessados", disse Minc no 3º Fórum Internacional de Meio Ambiente Brasil-Japão, no Rio de Janeiro.   Segundo o ministro, Alemanha e Suíça seriam outras fontes de financiamento do fundo e aguardam aguardam a primeira reunião, no dia 24 de outubro, na sede do banco, que definirá qual será a prioridade do primeiro ano do fundo. As alternativas estão entre: produtos florestais, recuperação de áreas degradadas e manejo florestal.   A institucionalização do fundo está prevista para 24 de outubro, quando serão definidas as normas de administração dos recursos, na sede em reunião no Rio de Janeiro, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será responsável pela gestão dos recursos.   O Fundo foi anunciado há dois meses pelo Governo como um mecanismo para financiar projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia. O primeiro país a anunciar sua participação foi a Noruega, que doará inicialmente US$ 130 milhões e poderá aumentar sua ajuda para até US$ 1 bilhão antes de 2015.   No entanto, no primeiro ano de vigência do fundo, o Governo espera arrecadar US$ 1 bilhão entre doadores privados do Brasil e do exterior.   De acordo com Minc, os anúncios concretos de apoio de Governos de outros países ao Fundo são esperados para depois da reunião de 24 de outubro.   "A prioridade para o primeiro ano será definida nesse encontro. Acho que outros países, além da Noruega, estão na expectativa", segundo o ministro.   Os países que investirem no fundo não terão nenhuma ingerência sobre como será utilizado o dinheiro. "O fundo é totalmente autônomo por uma decisão do presidente Lula. Por isso demorou dois anos para sair", disse Minc. O conselho de gestão é formado apenas por brasileiros: um terço para o governo da Amazônia, um terço para o governo federal e um terço para a sociedade civil.   Além da garantia de que a União não poderá sacar o dinheiro se não houver reduzido o desmatamento, os investidores também querem como contrapartida a possibilidade de poder acompanhar em tempo real e online o que está sendo feito com esses recursos.   O site, que será construído pelo BNDES, irá mostrar quantos projetos sustentáveis estão sendo financiados pelo fundo, quantos empregos estão sendo criados, quantos hectares de floresta estão sendo preservados, quanto está sendo monitorado e fiscalizado.   O limite do que o fundo poderá captar é calculado anualmente, de acordo com quantas toneladas de carbono deixaram de ser emitidas. Segundo esse cálculo, em 2008, o teto é de US$ 1 bilhão.   A idéia do fundo surgiu da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas realizada em 2006, em Nairóbi.   (Com Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo)   Atualizada Às 19h25 para acréscimo de informações

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