Crise econômica mundial reduz corte de madeira

A crise econômica freou o corte de madeira no mundo. Com a queda sem precedentes do número de construções, de crédito e do consumo de energia, a ONU estima que o uso de madeira e papel tenha caído 11,6% em 2009 – a maior redução em 40 anos.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2010 | 11h45

 

Pela primeira vez em 20 anos, o corte de árvores no Hemisfério Norte para atender ao setor industrial ficou abaixo de 1 bilhão de metros cúbicos. No total, 300 milhões de metros cúbicos a menos de madeira foram usados em 2009 em comparação a 2007. Nos países do Leste Europeu, Rússia, Estados Unidos e Canadá, a queda foi de 14%.

 

Segundo a ONU, a crise nos países ricos e o real valorizado fizeram com que o Brasil perdesse espaço nos mercados estrangeiros para amadeira asiática. A produção nacional passou a atender principalmente o mercado interno, em plena expansão do setor de construção.

 

A ONU alerta que o uso d amadeira para construção e energia não é o principal motivo do desmate das florestas pelo mundo. Queimadas para transformar um terreno em terra arável, mineração e outras atividades são fatores que têm impacto ainda maior. Mesmo assim, o que se comprovou foi uma queda acentuada na produção pelo mundo.

 

Certificação

 

A crise também desacelerou o ritmo de certificação de florestas. Hoje, 355 milhões de hectares de florestas estão certificados, 8% a mais que em 2009. Com a recessão, os investimentos de empresas para certificar sua produção e o apoio de governos caíram.

 

 

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