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Cratera do Llaima se fecha e geólogos temem nova explosão

Vulcão chileno ficou 6 meses inativo e voltou a entrar em atividades no último sábado; 100 estão desabrigados

Efe,

09 Abril 2009 | 12h42

A cratera do vulcão Llaima, no Chile, que voltou a entrar em erupção na sexta-feira, foi obstruída por material piroclástico - minerais transformados pelas altas temperaturas vulcânicas - e especialistas temem uma nova explosão. Os especialistas do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) ressaltaram que a obstrução da cratera "representa uma grave ameaça, caso haja uma nova erupção" no vulcão, um dos mais ativos da América do Sul.

 

Na avaliação do órgão, as áreas mais ameaçadas são os vales dos rios Calbuco, Captren e Lanlan. A cratera do Llaima, cerca de 600 quilômetros ao sul de Santiago, foi observada pelos especialistas depois que o tempo melhorou no local e eles puderam sobrevoar a cratera de onde escorre lava por uma rachadura do "tampão".

 

O vulcão manteve sua atividade durante a noite de sábado com explosões, fluxos de lava e emanações de gases e cinzas que formaram uma coluna de fumaça que alcançou vários quilômetros de altura. Nesta quinta-feira, 9, ele se encontrava calmo, embora o material incandescente seguisse caindo sobre uma região de florestas e geleiras.

 

Segundo o último relatório do Sernageomin, a situação é crítica "devido ao comportamento imprevisível do Llaima e à obstrução de sua cratera". O governo declarou, na segunda-feira, zona de emergência agrícola a área formada por cinco cidades da Araucanía que foram afetadas pela atividade do vulcão Llaima e o número de desabrigados é de quase 100 pessoas.

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