Coreia do Sul vai aumentar rigidez de lei para venda de carne de baleia

Apesar de caçar ser proibida, comercialização de carne ainda é permitida

Efe, Efe

12 de agosto de 2010 | 12h51

SEUL - A Coreia do Sul vai endurecer a partir de outubro as normas para comercializar carne de baleia, a fim de reforçar a luta contra a caça ilegal destes animais, informou nesta quinta-feira, 12, o Ministério de Pesca do país.

 

Seul aderiu em 1986 à proibição internacional sobre a caça de baleias, mas é permitido que sua carne seja comercializada se o animal for encontrado morto.

 

Entre outras medidas, a partir de outubro deverão ser coletadas mostras de DNA de todas as baleias que estiverem mortas no litoral sul-coreano para determinar a causa exata de suas mortes.

 

Além disso, a carne só poderá ser comercializada após a obtenção de uma permissão especial da Guarda Litorânea, assim que forem realizados testes sobre o motivo da morte do animal, segundo fontes do departamento de Pesca, citadas pela agência local "Yonhap".

 

Uma vez obtido esse certificado, a carne deverá ser processada em instalações administradas pela Federação Nacional de Pesca ou em lugares especiais designados pelo Governo.

 

Atualmente, a Coreia do Sul não dispõe de instalações específicas para processar carne de baleia.

 

O Ministério ressaltou que o endurecimento da normativa pretende demonstrar o esforço de Seul, depois que os Governos dos Estados Unidos e Austrália e a Comissão Baleeira Internacional pediram maior vigilância para evitar a caça ilegal dos animais.

 

Segundo fontes oficiais, a cada ano os pescadores sul-coreanos garantem que encontram uma média de 80 baleias mortas no litoral ou nas águas do país asiático.

 

Em 2009, as autoridades da Coreia do Sul detectaram 14 casos de caça ilegal dos animais.

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