Copenhague ditará investimentos em baixa emissão de CO2

Setor de energia precisa de um sinal financeiro para investir de um modo sustentável, diz agência internacional

Danielle Chaves, da Agência Estado,

10 Novembro 2009 | 11h16

Um acordo sobre mudança climática em Copenhague, em dezembro, é crucial para encorajar o investimento em energia e tecnologias de baixa emissão de carbono. Caso contrário, o mundo vai enfrentar um dramático aumento nas emissões de gases causadores do efeito estufa, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE).

 

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Em seu relatório anual Perspectiva para Energia Mundial, a AIE disse que, sob as políticas atuais, a concentração de gases causadores do efeito estufa na atmosfera deverá exceder 1.000 partes por milhão em 2030 - o que vai resultar em um forte aumento das temperaturas globais.

 

"Se não houver acordo em Copenhagen isso será uma notícia muito ruim para o setor de energia", declarou o economista-chefe da AIE, Faith Birol, à agência Dow Jones. "O setor de energia precisa de um sinal financeiro para fazer investimentos de um modo sustentável", afirmou Birol, acrescentando que Copenhagen é uma chance única para mobilizar investimentos que haviam sido congelados por causa da crise financeira e canalizá-los na direção da baixa emissão de carbono.

 

Sem uma mudança nas políticas atuais, as emissões globais de dióxido de carbono relacionadas à energia atingiriam 34,5 gigatoneladas em 2020 e 40,2 gigatoneladas em 2030, de acordo com a AIE.

 

A eficiência energética será uma das melhores ferramentas no corte de emissões, junto com uma "descarbonização" do setor de eletricidade e com um preço para o carbono que atinja US$ 50 por tonelada em 2020. Isso vai colocar o mundo a caminho de chegar a uma concentração de 450 partes por milhão e a um aumento da temperatura global mais gerenciável, de até 2 graus Celsius, disse a AIE. As informações são da Dow Jones.

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