Janos Bogardi/Divulgação
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Conflitos, meninas fora da escola e onda de suicídios

A seca no Quênia tem agravado problemas que, originalmente, não tinham relação com questões ambientais

Fernanda Fava, especial para O Estado de S. Paulo

30 Abril 2010 | 00h01

A seca no Quênia tem agravado problemas que, originalmente, não tinham relação com questões ambientais, como a disputa entre etnias. “No norte, famílias nômades estão atravessando a fronteira e invadindo o território de tribos somalis para garantir pasto para seus rebanhos. O resultado disso? Uma guerra entre as tribos”, explica Tim Kasten, diretor de políticas ambientais da ONU em Nairóbi.

 

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Outras famílias, após perderem quase todo o gado, abandonaram a vida nômade e foram para campos de refugiados. Por causa da falta de pasto verde, o Quênia sofreu uma redução de cerca de 100 mil cabeças de gado no seu rebanho em um ano, segundo estimativas oficiais. “Muitos homens abandonaram as famílias, envergonhados por não poder alimentá-las. A taxa de suicídio entre eles também aumentou”, afirma Kasten.

 

Outra consequência da seca é o abandono escolar, principalmente por parte das meninas, que têm de parar de estudar para ajudar a buscar água. “As mulheres são as mais afetadas pelas mudanças climáticas”, afirma a especialista em questões de gênero da ONU Rosemary Okello.

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