Jens Noegaard Larsen/EFE
Jens Noegaard Larsen/EFE

Conferência terá maior plano de segurança desde a 2ª Guerra

Polícia deslocou mais de 5 mil homens para patrulhar a cidade

Jan M. Olsen, AP

03 Dezembro 2009 | 16h47

Em sua maior operação de segurança desde a 2ª Guerra, o governo da Dinamarca está mobilizando milhares de policias para garantir a segurança durante a conferência climática da ONU, que começa na segunda-feira (dia 7) em Copenhague.

 

Pelo menos 100 líderes mundiais - incluindo o presidente americano, Barack Obama - e cerca de 150 mil delegados estarão presentes na conferência. Além deles, personalidades como o príncipe Charles, o ex-presidente americano Bill Clinton e diversos artistas também participarão. Copenhague deve abrigar ainda centenas de manifestantes, vindos de várias partes do mundo.

 

A polícia acredita que a maioria dos protestos será pacífica, mas disse que está pronta para agir se a situação se complicar. Mais de 5 mil policiais estarão patrulhando a capital, a bordo de vans ou de helicópteros. O governo disponibilizou ainda um veículo blindado equipado com canhão de água, que pode ser usado para apagar incêndios e também para controlar manifestações.

 

O porta-voz da polícia MIchael Engell disse que em vez de água, o tanque também pode ser carregado com gás lacrimogêneo. Se realmente for para as ruas, será a primeira vez que as forças de segurança dinamarquesas usarão o veículo. "Não queremos uma situação de guerra", disse o chefe da polícia da capital, Per Larsen. "Mas vamos agir dessa maneira caso algo inaceitável aconteça."

 

Lene Vennits, que está organizando um protesto para o dia 12, criticou as ações da polícia, especialmente o canhão de água. "Essas medidas enviam um sinal de que o clima da conferência será violento. Nossa ideia é somente andar pelas ruas segurando velas, e isso não significa que vamos incendiar a cidade."

 

O centro que abrigará a conferência, nos arredores de Copenhague, foi transformado em uma verdadeira fortaleza. Blocos de concreto de 2 metros de altura e cercas de arame farpago bloqueiam todo o local. A Dinamarca também reativou postos de controle nas fronteiras que estavam desativados, para controlar o fluxo de europeus.

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