Concentração de ozônio cresce em áreas urbanas

Estudo do IBGE mostra ainda que houve aumento no consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio

Gabriela Moreira e Felipe Werneck, Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2010 | 10h25

RIO DE JANEIRO - A análise da poluição do ar em áreas urbanas mostra um crescimento da concentração de ozônio (O3). Nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e de São Paulo o nível chega a quase o dobro do padrão estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 300 g/m³ e 279 g/m³, respectivamente. Os dados constam da pesquisa "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável", referente ao ano de 2010, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

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Já a concentração de poeira, que caiu em São Paulo na década, é alta no Distrito Federal, provavelmente devido a queimadas no entorno da capital Brasília. Para a maior parte das regiões metropolitanas a maioria dos poluentes apresenta tendência estacionária ou de queda das concentrações.

 

 

O levantamento mostrou ainda que, após vários anos de queda, com valor mínimo em 2006, houve aumento no consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio no País em 2007 e 2008. O IBGE alerta que, apesar de o Brasil ter superado metas internacionais de consumo de compostos com maior potencial de dano (como o clorofluorcarbono, ou CFC), houve aumento do consumo de compostos menos danosos nos últimos anos.

A partir de 2006, os HCFCs, ou hidroclorofluorcarbonos, que são gases usados como fluídos refrigerantes em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, se tornaram as principais substâncias destruidoras da camada de ozônio em uso no Brasil. No total, o consumo de todas essas substâncias teve pequeno aumento, de 1,43 mil toneladas em 2006 para 2,09 mil toneladas em 2008.

Por outro lado, houve desaceleração no crescimento da emissão de gases de efeito estufa no País. Enquanto no período de 1990 a 1994 o aumento tinha sido de 8,8% (de 1,35 bilhão para 1,48 bilhão de toneladas de CO2), de 2000 a 2005 o incremento foi de 7,3%, de 2,05 bilhões de toneladas para 2,20 bilhões de toneladas.

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