Commonwealth prepara ação em defesa de acordo climático firme

Os países da Comunidade Britânica (Commonwealth), que reúne mais de um quarto da população mundial, lançaram nesta sexta-feira uma iniciativa diplomática para promover um abrangente acordo climático global, a ser definido numa reunião da ONU que começa dentro de dez dias na Dinamarca.

PASCAL FLETCHER E ADRIAN CROFT, REUTERS

27 Novembro 2009 | 17h52

Numa cúpula de três dias em Trinidad e Tobago, os 53 países do bloco, sob a liderança da rainha Elizabeth 2a, buscam um consenso sobre como reduzir as emissões de gases do efeito estufa e limitar o aquecimento global.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, participam como observadores do evento.

"Dessa forma, (a cúpula) poderá garantir o sucesso da ONU em dezembro em Copenhague", disse o anfitrião, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, em seu discurso de abertura.

A rainha Elizabeth disse que "às vésperas da cúpula da ONU em Copenhague, a Commonwealth tem uma oportunidade de mais uma vez liderar."

Também durante o encontro, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu a criação de um fundo com 10 bilhões de dólares por ano para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática.

Quase metade dos 53 países do grupo é formada por pequenos Estados insulares ameaçados diretamente pela elevação do nível dos mares, causada pelo aquecimento global. Muitos deles são também países em desenvolvimento que pedem ajuda das nações ricas para ajudar nas tarefas de mitigação da mudança climática e redução das emissões de gases do efeito estufa.

Pela proposta de Brown, a verba estaria disponível para os países pobres já no ano que vem, bem antes de o eventual tratado climático entrar em vigor.

"O que sinto que os países em desenvolvimento precisam saber é que levamos absolutamente a sério que começaríamos agora", disse Brown a jornalistas.

Após meses de negociações, praticamente não há mais esperança de que o encontro de Copenhague resulte em um tratado de cumprimento obrigatório, apenas em um acordo político sobre o clima, uma opção que se tornou mais viável nesta semana, depois de EUA e China anunciarem metas para as suas reduções de emissões, as maiores do mundo.

Os líderes da Commonwealth pretendem emitir uma forte declaração política em favor da luta contra o aquecimento global, que possa influenciar o resultado das discussões de Copenhague.

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