Comissão da ONU calcula os preços do carbono para fundo internacional

Relatório faz parte do pacto internacional de arrecadar US$ 100 bi por ano para combater aquecimento global

Reuters

05 Novembro 2010 | 17h18

Um grupo de consultores das Nações Unidas apresentou os resultados de um cálculo de preços do carbono, que deve pautar os caminhos possíveis para a arrecadação de US$ 100 bilhões ao ano a partir de 2020, para ajudar os países em desenvolvimento no combate às mudanças climáticas.

 

Co-presidido pelos primeiros-ministros da Noruegua, Jens Stoltenberg, e da Etiópia, Meles Zenawi, o grupo afirma que o objetivo é "desafiador, mas viável". Stoltenberg entregou o relatório para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

 

A comissão passou a examinar as possíveis fontes de recursos depois que os líderes mundiais, reunidos na COP-15 de Copenhague em 2009, concordaram em fornecer aporte financeiro de US$ 100 bilhões por ano para ajudar as nações pobres e emergentes a cortar emissões de gases estufa e adaptá-las aos impactos da mudança climática. Os cálculos pouco mudaram em comparação a projetos anteriores.

 

Estes são os dados calculados para 2020 (em bilhões de dólares, com exceção do preço do carbono, que é em dólares por tonelada de CO2):

 

 Preço do carbono  Baixo/15    Médio/25   Alto/50
 Leilões de permissão de emissões          2-8       8-38       14-70
 Compensações obrigatórias     0-1         1-5        3-15
 Transporte internacional marítimo  2-6         4-9        8-19
 Transporte internacional aéreo   1-2         2-3         3-6
 Mercado de créditos de carbono:   8-12    

bruto: 38-50 

líquido: 8-14 

 150

 

Outras rendas relativas a carbono

 

Taxa do carbono: +- 10 a cada unidade (dólar/tonelada)

 

Geração de energia: 5 por uma carga de $0.0004/kWh ou por unidade de CO2 equivalente

 

Remoção de subsídios aos combustíveis fósseis: 3-8

 

Redirecionamento dos royalties do petróleo: +- 10

 

Taxas de transações financeiras: 2-27

 

Contribuições diretas: propostas variam até 400

 

Desenvolvimento de instrumentos: para cada 10 em capital reabastecido, cerca de 30 a 40 bilhões em crédito bruto, correspondendo a 11 em fluxos líquidos

 

Finanças privadas: com carbono em preço médio, 200 nos fluxos brutos e 20-24 na rede de fluxos líquidos

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