Comércio marítimo pode ajudar fundo para o clima, diz ONU

A receita gerada pelas medidas voltadas ao corte de emissões no setor de transporte marítimo pode ser repassada aos países em desenvolvimento para ajudá-los a combater as mudanças climáticas, segundo o esboço de um documento visto pela Reuters durante as negociações da ONU sobre o clima nesta terça-feira.

NINA CHESTNEY, REUTERS

06 Dezembro 2011 | 09h43

O texto propõe que o dinheiro arrecadado com "ações específicas" voltadas para reduzir as emissões do combustível no transporte marítimo, que poderiam ser desenvolvidas e implementadas pela Organização Marítima Internacional, poderia ser distribuído aos países em desenvolvimento e usado para financiar adaptações climáticas por meio do chamado Fundo Verde para o Clima.

Essa é a primeira vez que uma fonte concreta de financiamento é proposta para o fundo.

Representantes dos países irão discutir a proposta ainda nesta terça-feira.

Alguns delegados tinham dúvidas sobre a possibilidade de a cúpula em Durban chegar a um acordo referente à proposta. Segundo eles, qualquer acordo final será vago.

"Eu não espero nenhum resultado claro, mas se algo for escrito no papel, seria um grande passo de uma forma pequena", disse Bas Eickhout, membro do Parlamento Europeu.

"Tudo se resume a 'onde está o dinheiro?' Eu acho que a decisão financeira inteira será uma grande questão no Rio", acrescentou, referindo-se à conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que será realizada em junho do próximo ano no Brasil.

Delegados de quase 200 países estão reunidos em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro para a cúpula da Organização das Nações Unidas para o clima, com o objetivo de tentar chegar a um acordo para um novo tratado climático mundial.

A ONU espera que os delegados presentes nas negociações entrem um acordo para elaborar um Fundo Verde para o Clima, com o objetivo de transferir 100 bilhões de dólares ao ano até 2020 aos países em maior risco aos efeitos das mudanças climáticas, como o aumento no nível do mar e das temperaturas e o prejuízo às safras agrícolas.

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