Começa na Câmara sessão extraordinária para votação do Código Florestal

O relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ainda não chegou ao plenário para ler o texto

11 Maio 2011 | 15h16

Começou às 15 horas a sessão extraordinária do plenário da Câmara convocada para a votação do novo Código Florestal. Por enquanto, o relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ainda não chegou ao plenário para ler o texto. Os ruralistas insistem em votar a matéria ainda hoje.

 

Veja também:

video Acompanhe a sessão na Câmara dos Deputados

blog Acompanhe a cobertura também pelo blog do Planeta

documento Íntegra da proposta do Novo Código Florestal

video TV Estadão: Entenda o novo Código Florestal

lista A polêmica atualização do Código Florestal do Brasil

 

A Câmara viveu uma situação curiosa no início desta tarde. Os debates sobre o novo Código Florestal começaram sem que ninguém soubesse o teor exato do projeto do relator Aldo Rebelo  (PCdoB-SP). A oposição tentou retirar o texto da pauta, mas a proposta foi rejeitada pelos líderes dos partidos aliados. Mais um sinal de que o projeto será mesmo votado esta tarde. 

 

"Isso me parece um absurdo (debater um texto que não existe)", disse Roberto Freire (PPS-SP), cobrando o envio do projeto e a presença no plenário de Aldo e dos líderes governistas. "É desnecessário esse atropelo. Depõe contra a casa."

 

Aldo e representantes do governo permaneciam reunidos porque, como tinha revelado pouco antes o líder do Executivo, Cândido Vacarezza (PT-SP), o relatório ainda não refletia a proposta de consenso fechada após muita negociação. "A dificuldade é que o acordo ainda não foi traduzido para o papel", disse Vaccarezza, ao deixar no fim da manhã reunião com Aldo e lideranças ruralistas. "O governo só pretende votar quando houver acordo."

 

Vaccarezza também afirmou que o governo não abre mão de estabelecer as exceções relativas a Áreas de Preservação Permanente (APPs) por decreto federal. “Só um decreto da presidente pode resolver a questão”, disse, ao ser questionado sobre áreas consolidadas de agricultura, como encostas de morro em Pernambuco que são usadas há cerca de 400 anos para plantação de cana-de-açúcar. Os ruralistas reivindicam que as exceções sejam estabelecidas por normas municipais.

 

Eugênia Lopes e Carolina Stanisci, com informações da Agência Câmara

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.