Ed Ferreira/AE - 16/12/2009
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Comando da COP-15 foi 'ambíguo' e 'deixou a desejar', diz Minc

Para o ministro do Meio Ambiente, paralisações durante a cúpula climática da ONU causaram 'desconfiança'

Agência Estado,

18 Dezembro 2009 | 11h01

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou nesta sexta-feira, 18, que o comando da Dinamarca na 15ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Clima (COP-15) foi "ambíguo" e "deixou muito a desejar". "Toda hora anunciavam que ia chegar algum documento novo, de surpresa, meio desconsiderando os temas dos dois grandes grupo de trabalho, o Protocolo de Kyoto e as metas de longo prazo", afirmou, de Copenhague, em entrevista para a Rádio Eldorado.

 

De acordo com Minc, as paralisações que aconteceram ao longo da COP-15 causaram "desconfiança". Ele afirmou que os ganhos da conferência serão "relativamente poucos". Entre os pontos positivos, Minc disse que a conversação avançou além da proposta de financiamento de US$ 10 bilhões por ano chegando a até US$ 100 bilhões só em 2020.

 

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"Esses US$ 10 bilhões são tão pouco que, para cumprir as nossas metas do Brasil com dinheiro público e privado, nós vamos gastar US$ 16 bilhões por ano. Tudo o que eles estão querendo dar para os países em desenvolvimento, tanto para adaptação quanto para mitigação, pelo menos nos três primeiros anos, é menos do que o Brasil vai gastar para cumprir a sua meta, sendo um país em desenvolvimento", disse.

 

Segundo o ministro do Meio Ambiente, o Brasil chegou a Copenhague "muito respeitado" por causa da queda do desmatamento na Amazônia e das metas que apresentou para a redução de gases causadores do efeito estufa. "Há um esforço muito grande entre países ricos e pobres. A gente tentou esse tempo todo nessa COP ser uma ponte entre os mais ricos e desenvolvidos e os mais pobres e em desenvolvimento para impedir exatamente uma frustração", disse.

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