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Clima vai alterar viagens nas próximas décadas, diz ONU

Relatório prevê que aquecimento forçará muitas pessoas a ficar em casa e causará crise no turismo

Reuters,

02 de outubro de 2007 | 15h05

O aquecimento global fará com que muitos turistas fiquem em casa ao longo das próximas décadas, alterando radicalmente o padrão de viagens e ameaçando empregos e empresas em países que dependem dessa atividade, segundo uma sombria avaliação de especialistas da ONU.   Veja também: Aquecimento é realidade e mundo deve se adaptar, diz ONU   O Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Meteorológica Mundial e a Organização Mundial do Turismo disseram que as preocupações com o efeito estufa e a pressão contra as emissões de poluentes em viagens aéreas tornarão os vôos de longa distância menos atraentes.   Turistas da Europa, da América do Norte e do Japão tenderão assim a passar suas férias nos próprios países ou nas vizinhanças, aproveitando os verões mais longos, segundo os especialistas.   Em um relatório preparado para uma conferência da ONU sobre mudança climática e turismo, eles projetaram que o aquecimento global vai reduzir a demanda por viagens entre o norte da Europa e o Mediterrâneo, entre a América do Norte e o Caribe e entre o nordeste da Ásia e o Sudeste Asiático.   "A redistribuição geográfica e sazonal da demanda turística pode ser muito grande para destinos individuais e países até meados para o final do século", disseram as agências.   "Esta mudança nos padrões de viagem podem ter implicações importantes, inclusive proporcionalmente mais gastos do turismo em nações (de clima) temperado e proporcionalmente menos gastos em nações mais quentes, agora frequentadas por turistas de regiões temperadas".   Porém, o setor turístico como um todo deve crescer entre 4% e 5% ao ano, sendo que os desembarques internacionais devem atingir 1,6 bilhão em 2020, praticamente o dobro do número atual. Em alguns países pobres e insulares, o turismo representa até 40% do PIB.   Autoridades de países turísticos, como Maldivas, Fiji, Seicheles e Egito, disseram à conferência que as mudanças nos destinos e os danos ecológicos provocados pelo aquecimento global representam sérias ameaças para as empresas e os empregos nesses lugares.   "O turismo é um catalisador da economia. Se você atinge o setor turístico, automaticamente isso abala todo o maquinário econômico", disse Michael Nalletamby, do Departamento de Turismo das Seicheles, durante a conferência de Davos.   Christopher Rodrigues, presidente da estatal britânica VisitBritain, disse que o setor precisa encontrar formas de reduzir os efeitos do turismo sobre o meio ambiente, o que por sua vez afeta o setor de saúde. "O maior risco é que o sucesso do setor turístico se transforme na sua própria ruína", disse ele na conferência.

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