Cientistas reduzem previsão de furacões nos EUA e Caribe em 2010

Cientistas do governo dos Estados Unidos reduziram na quinta-feira a previsão para a temporada de furacões no Atlântico e no Caribe, mas afirmaram que ainda preveem um ano muito ativo, com oito a 12 furacões.

JANE SUTTON, REUTERS

05 de agosto de 2010 | 15h18

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou que agora espera entre 14 e 20 tempestades tropicais, das quais oito a 12 ganhariam força e se tornariam furacões.

A agência prevê que quatro ou seis deles se tornem furacões "grandes", classificados na categoria 3 ou acima na escala de intensidade de Saffir-Simpson, de cinco pontos, e com ventos de mais de 177 quilômetros por hora.

Antes do início da temporada de seis meses, em 1 de junho, a NOAA havia previsto entre 14 e 23 tempestades tropicais, das quais de oito a 14 virando furacões, e de três a sete se transformando em grandes furacões.

A revisão teve como referência o número menor de tempestades do que o esperado em junho e julho.

"Ainda estamos prevendo uma temporada de furacões muito ativa e é muito importante que as pessoas compreendam isso", disse Gerry Bell, o principal meteorologista da temporada de furacões no Centro de Predição Climática da NOAA.

Até agora foram registradas três tempestades tropicais na temporada de 2010: apenas uma delas atingiu a força de furacão.

A temporada está se aproximando agora da fase mais ativa, que vai de meados de agosto até outubro. Os furacões formam-se com a água quente e o Atlântico tropical é mais quente durante essa época.

O padrão climático conhecido como La Niña também se formou rapidamente em julho, trazendo condições de vento que alimentam a formação de furacões no Atlântico, disse Bell.

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