Cientistas rastreiam tartaruga marinha da Indonésia aos EUA

As tartarugas de couro, que podem crescer até 2,75 metros, vivem nos oceanos há 100 milhões de anos

Associated Press,

08 de fevereiro de 2008 | 15h48

Cientistas rastrearam uma tartaruga de couro que nadou da Indonésia aos EUA em uma viagem épica de 20.000 km em busca de comida - uma pesquisa que, esperam os envolvidos, intensificará os esforços internacionais para salvar a espécie.   As tartarugas de couro, que podem crescer até 2,75 metros, vivem nos oceanos há 100 milhões de anos. Mas pesquisadores do Serviço Nacional de Pesqueiros Marítimos dos EUA afirmam que a pesca comercial torna os oceanos perigosos demais para essas tartarugas, que poderão desaparecer se nada for feito.   "Migrações tão amplas expõem os animais a uma enormidade de riscos vinda da pesca em alto-mar", afirma artigo dos cientistas Scott Benson e Peter Dutton, publicado na revista especializada Chelonian Conservation and Biology.   "A conservação efetiva requer uma compreensão melhor das rotas migratórias e destinos para entender e mitigar os riscos no mar", escreveram. A tartaruga de couro é a tartaruga marinha mais ameaçada me todo o mundo. Benson estima que menos de 5.000 fêmeas adultas da espécie vivam no Pacífico, atualmente. Os machos não podem ser contados facilmente porque não chegam até os litorais. Estima-se que a espécie possa desaparecer nos próximos 30 anos.   Benson e Dutton foram à Indonésia em 2001 para rastrear algumas tartarugas por satélite, confirmando a rota migratória pelo Pacífico. A pesquisa mostrou que os animais vão do Mar do Sul da China ao Mar do Japão e ao Pacífico Norte. Uma fêmea adulta começou sua viagem em 2003, na província indonésia de Papua, disse Benson.   Ele e Dutton rastrearam o animal em sua bisca por alimento durante 647 dias, até a bateria do transmissor acabar, perto do Havaí. Durante o périplo, ela chegou ao Estado do Oregon, nos EUA.

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