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Cientistas detectam aumento de carrapatos em pinguins da Antártida

Aumento dos carrapatos poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie

Efe,

04 de março de 2011 | 11h17

SANTIAGO DO CHILE - Cientistas chilenos detectaram uma grande quantidade de carrapatos em pinguins da Antártida, o que poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie no caso de uma mudança climática.

 

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A descoberta foi realizada por cientistas da Universidade de Concepción em um local próximo ao Círculo Polar Antártico, no marco da expedição anual organizada pelo Instituto Antártico Chileno (Inach), informou nesta quinta-feira a instituição.

 

Apesar de não ser a primeira vez que se encontram carrapatos e piolhos na Antártida, os pesquisadores se surpreenderam pela grande quantidade destes parasitas em colônias de pinguins papúa.

 

Os carrapatos evoluíram junto com os pinguins e sua relação com estas aves é por enquanto equilibrada, mas este equilíbrio poderia ser rompido com uma mudança climática.

 

Esse parasita se alimenta do sangue do animal que a hospeda e por isso que pode transmitir diferentes tipos de doenças virais, bacterianas e protozoárias.

 

"Nossa hipótese é que este tipo de carrapatos ("Ixodes uriae") teriam doenças que poderiam chegar a ser grandes no futuro das povoações destas aves",explicou o pesquisador Daniel González, que lidera o projeto.

 

A pesquisa pretende comparar as doenças nos carrapatos e nos pinguins em distintas latitudes, e associá-las a cenários de mudança climática.

 

"Nos preocupa que o aumento de temperatura possa provocar estresse nos pinguins e um maior desenvolvimento de certas doenças", acrescentou González.

 

No programa, que contempla outras duas expedições ao local nos próximos dois anos, participam também as universidades Upsala e Kalmar, da Suécia, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina e a Universidade Andrés Bello do Chile.

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