Cientistas anunciam descoberta de maior réptil marinho

'O Monstro', pliossauro gigante, viveu há 150 milhões de anos nas águas, geladas do Oceano Ártico

Paul Rincon, BBC

27 de fevereiro de 2008 | 06h35

Cientistas noruegueses afirmam que o fóssil de um réptil marinho gigante encontrado numa ilha do oceano Ártico, em 2006, é o maior já encontrado. O pliossauro, que viveu na era jurássica, há 150 milhões de anos, foi descoberto numa das ilhas do arquipélago norueguês de Svalbard. Junto com outros 40 répteis, a espécie forma uma "coleção de tesouros" identificada no local. Apelidada de "O Monstro" pelos pesquisadores, a criatura gigantesca teria 15 metros de comprimento do focinho à nadadeira. O líder da expedição, o paleontólogo Jorn Hurum, da Universidade de Oslo, disse que a espécie tem comprimento 20% maior do que o maior réptil marinho já encontrado até então - um pliossauro encontrado na Austrália chamado kronossauro. Predadores "Nós fizemos uma ampla pesquisa e agora sabemos que temos o maior pliossauro já encontrado", disse Hurum à BBC. "A nadadeira tem três metros de comprimento e poucas partes estão faltando. Na segunda-feira, nós juntamos todos os ossos e ficamos impressionados, pois nunca havíamos visto a ossada completa", disse o paleontólogo. Os pliossauros fazem parte de um grupo de répteis extintos que viveram nos oceanos na época dos dinossauros. O corpo do réptil era em forma de gota e tinha duas grandes nadadeiras que aumentavam seu impulso dentro da água. Segundo o paleontologista Richard Forrest, os animais eram "grandes predadores". "Se você comparar o crânio de um grande pliossauro com o de um crocodilo, fica claro que o do pliossauro é muito mais desenvolvido para morder. Tem músculos muito maiores e mandíbulas mais robustas", disse Forrest. "Um grande pliossauro era grande o suficiente para abocanhar um carro pequeno e parti-lo ao meio." "O monstro" foi excavado em agosto de 2007. Antes de ser levado para o Museu de História Natural, em Oslo, os paleontólogos removeram com as mãos toneladas de pedras que envolviam o fóssil. Nas excavações, feitas sob fortes ventos, chuvas, temperaturas abaixo de zero e a ameaça de ataques de ursos polares, os pesquisadores conseguiram recuperar o focinho, alguns dentes, a maior parte dos ossos do pescoço e das costas e uma nadadeira quase completa. Os especialistas prentendem retornar a Svalbard, onde devem continuar as excavações num local onde um outro pliossauro foi identificado.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
réptil marinhogigantefóssilnoruega

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.