Cientista indiano diz que CO2 precisa ser sugado da atmosfera

Rajendra Pachauri afirma que redução de emissões não será suficiente para combater o aquecimento

Efe,

01 Dezembro 2009 | 17h07

A redução drástica de emissões de CO2, proposta para combater o aquecimento do planeta, não será suficiente, e será necessário inclusive sugar o carbono da atmosfera, segundo o cientista indiano Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

 

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Pachauri propõe que se recorra às tecnologias mais modernas para absorver o CO2 procedente dos combustíveis fósseis. "Dispomos de tecnologias suficientes para isso. Em algum momento teremos que começar a sugar esses gases da atmosfera", afirma, em declarações publicadas nesta terça-feira, 1, pelo diário "The Times".

 

Segundo Pachauri, de 69 anos, o objetivo firmado pelos 169 Governos que assistirão à cúpula de Copenhague sobre a mudança climática, consistente em limitar os aumentos da temperatura global a menos de 2 graus, podem ser insuficientes para prevenir aumentos dos níveis do mar entre 0,5 e 1,4 metros.

 

A alta das águas oceânicas poderia ser fatal para muitas cidades litorâneas como Xangai, Calcutá ou Daca, assinala Pachauri, segundo o qual seria mais prudente limitar a um máximo de 1,5 graus centígrados o aumento das temperaturas.

 

Os cientistas fizeram diversas propostas para limitar as concentrações de dióxido de carbono da atmosfera. Entre elas, criar nuvens artificiais sobre os oceanos para devolver a luz solar ao espaço, semear os mares com minério de ferro para fomentar o plâncton e utilizar técnicas de captura e armazenamento de CO2.

 

Outras alternativas consistiriam em instalar árvores artificiais com materiais absorventes de carbono, revestir os edifícios com algas, que absorvem também o C02 graças à fotossínteses, e pintar as fachadas das construções e as ruas e estradas de cores claras, que absorvem menos as radiações solares.

 

As concentrações atuais de CO2 na atmosfera são de 387 partes por milhão (ppm) frente a uma média histórica de entre 189 e 280 ppm. Mesmo se em Copenhague se acertassem cortes radicais e estes se cumprissem, os cientistas acreditam que os níveis mais baixos que poderiam estabilizar-se as emissões seriam 450 ppm. As emissões não poderiam superar esses níveis caso se pretenda fazer com que a temperatura não suba mais que dois graus.

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