Save China's Tigers/Divulgação
Save China's Tigers/Divulgação

Chinesa criou projeto milionário de preservação de tigres asiáticos

Ex-executiva da Gucci, Li Quan deixou o emprego para salvar felinos

Fernanda Fava, especial para O Estado

04 Junho 2010 | 23h00

Em 1998, a chinesa Li Quan fez um safári na Zâmbia. “Queria desesperadamente ver um leopardo na selva. Não vi nenhum. Talvez eles soubessem que eu iria voltar de qualquer forma.”

 

No começo dos anos 2000, Li largou uma carreira promissora na indústria da moda – era executiva da Gucci – para criar um projeto milionário (e polêmico) de conservação dos tigres chineses.

 

Esses animais praticamente não existem mais em seu hábitat na China. Com dinheiro do marido, um investidor multimilionário, Stuart Bray, Li comprou quatro tigres mantidos em cativeiro e uma reserva de 30 mil hectares na África do Sul, onde os animais podem procriar e reaprender a caçar.

 

Gastou US$ 6 milhões na reserva, que tem custo anual de US$ 1 milhão. Os tigres já deram cinco filhotes e alguns estão prontos para ser reintegrados em reservas chinesas em 2011.

 

“Quando você faz algo bom, é atacado; quando não faz nada, fica tudo bem”, diz Li, sobre as críticas à relação custo-benefício do projeto. “Eu e meu marido nem temos carro em Londres, usamos transporte público, não nos importamos com luxo e casas. Preferimos investir em algo que realmente necessita, e os tigres precisam de ajuda.”

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