Chinês é processado por falsificar fotos de animal extinto

Zhou apresentou 70 fotos de um suposto tigre do Sul da China e ganhou recompensa de mais de US$2 mil

Efe

19 Setembro 2008 | 16h17

Um agricultor chinês será julgado a partir da próxima semana por falsificar fotografias para tentar provar a existência, em liberdade, do tigre do Sul da China, uma espécie considerada extinta, informou nesta sexta-feira, 19, a agência oficial Xinhua.   Zhou Zheng, de 54 anos e morador da cidade de Zhenping, será processado pelo Supremo Tribunal de Xunyang, na província central de Shaanxi, por fraude e posse ilegal de munição.   O caso ocorreu em outubro do ano passado, quando Zhou apresentou cerca de 70 fotos (40 digitais e 30 analógicas) de um exemplar jovem do felino, nas proximidades de uma montanha de Shaanxi.   Uma das fotos, publicada em 12 de outubro, foi usada pelo Departamento Florestal da província como prova de que o tigre vivia em liberdade, e o organismo entregou US$ 2.915 como recompensa ao fotógrafo amador.   Os internautas começaram a denunciar Zhou por manipular as imagens com programas digitais. Eles denunciaram também as autoridades locais por terem aceitado as fotos como autênticas, apenas para promover o turismo.   Após um mês de investigação policial, o Departamento de segurança Pública de Shaanxi admitiu, em junho, que Zhou havia manipulado as fotos, depois de confiscar em sua casa um cartaz do tigre que havia servido de modelo, e uma garra de madeira com a qual imprimiu as pegadas na neve.   Além disso, a polícia encontrou em sua casa 93 peças de munição para rifles semi-automáticos de uso militar.

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