AP - 27/11/2009
AP - 27/11/2009

China se alinha a Brasil e Índia em exigências sobre clima

Governo chinês exige que nações desenvolvidas cumpram os objetivos de redução de emissões a médio prazo

Efe,

03 Dezembro 2009 | 09h08

O Governo da China afirmou nesta quinta-feira, 3, que compartilha praticamente os mesmos pontos de vista que países em desenvolvimento como Brasil e Índia a respeito do combate à mudança climática, acrescentando que especialmente os países desenvolvidos devem liderar os esforços de redução de emissões.

 

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"Temos demandas, posições e preocupações semelhantes, em essência, que todos devem honrar seus compromissos e muito especialmente as nações desenvolvidas devem cumprir os objetivos de redução de emissões a médio prazo que elas mesmas fixaram", disse o porta-voz de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, em entrevista coletiva.

 

O sucesso da cúpula da mudança climática que começa na próxima semana, em Copenhague, disse Qin, está em "se a comunidade internacional pode respeitar o Convênio Marco das Nações Unidas, o Protocolo de Kioto, o Mapa do Caminho de Bali e o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas".

 

Perguntado sobre a posição indiana - no fim de semana passado prometeu "esforços" contra a mudança climática, mas não ofereceu números concretos -, Qin disse que "China e Índia são ambos países em desenvolvimento e vítimas" do aquecimento global.

 

"Não têm objetivos obrigatórios de emissão de reduções, e os dois compartilham a mesma postura de que são os países desenvolvidos que devem liderar", acrescentou o porta-voz.

 

"A China entende a situação atual da Índia, ambos devem tomar medidas de adaptação e mitigação (da mudança climática) de acordo com suas condições nacionais", destacou.

 

Maior emissor mundial de dióxido de carbono, a China aumentou o otimismo da comunidade internacional perante a cúpula de Copenhague ao anunciar, na semana passada, que seu primeiro-ministro, Wen Jiabao, lideraria a delegação nacional na capital dinamarquesa.

 

Também se comprometeu a reduzir em entre 40% e 45% até 2020 sua intensidade de carbono, número obtido ao dividir as emissões de CO2 de um país por seu Produto Interno Bruto (PIB).

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