China repudia cortes obrigatórios de CO2 e culpa ocidente

Para delegada chinesa, países industrializados deveriam mudar de estilo de vida para conter a poluição

AP-Efe

07 de dezembro de 2007 | 17h39

A China voltou a afirmar que não aceitará cortes obrigatórios em suas emissões de gases causadores do efeito estufa, e disse que os EUA e outras nações industrializadas deveriam dar o exemplo na luta contra o aquecimento global, adotando estilos de vida menos extravagantes.   A nação asiática, que segundo algumas fontes já superou os EUA como maior emissor de CO2 da Terra, também questionou a justiça da imposição de cortes nacionais, quando suas emissões per capita são 16% das dos americanos.   Os chineses afirmam ainda que só passaram a poluir a atmosfera há poucas décadas, enquanto que o ocidente industrializado dedica-se a isso há séculos.   "A China este em processo de industrialização e há uma necessidade de crescimento econômico para suprir as necessidades básicas da população e a luta contra a pobreza", disse Su Wei, importante especialista em clima do governo e membro da delegação chinesa á conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, em Bali, na Indonésia. "Pergunto-me se é justo pedir que países em desenvolvimento como a China assumam metas obrigatórias", disse Su.   Delegados de cerca de 190 países estão reunidos na cidade, que tem o objetivo de lançar negociações para um novo acordo global que tomará o lugar do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.   Enquanto as negociações prosseguiam nesta sexta-feira, 7, ativistas com corpos pintados foram barrados pala polícia ao marchar em direção ao local das reuniões.

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