China parabeniza Estados Unidos pela proposta de recursos

Negociador chinês disse que fundo climático é 'passo positivo' e que país fará controle interno de emissões

Reuters

17 Dezembro 2009 | 16h50

A China disse nesta quinta-feira que o compromisso americano de mobilizar US$ 100 bilhões por ano em fundos climáticos era um "passo positivo", e assinalou que Pequim está buscando se comprometer com Washington sobre o seu pedido americano de controle sobre a limitação das emissões chinesas. 

 

Mas o vice-chanceler dos Negócios Estrangeiros, He Yafei, levando uma mensagem do premiê Wen Jiabao, advertiu que as negociações conduzidas pela ONU em Copenhague estavam em uma fase crítica e poderia ser destruídas se os 193 países participantes não caminharem juntos. 

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, tentou quebrar o impasse das negociações nesta quinta com a promessa de ajudar a mobilizar os US$ 100 bilhões por ano até 2020 para ajudar as nações pobres a se adaptar a um mundo mais quente. 

 

He Yafei havia dito anteriormente que o financiamento é a principal preocupação da China com as negociações. "Acho que a questão financeira é muito importante. Qualquer iniciativa anunciada por esses países é um bom passo", disse.

 

Yafei também sugeriu que a China está trabalhando para um acordo sobre o controle das suas emissões que satisfaça as preocupações dos Estados Unidos. Outro representante chinês havia dito antes que os dois países estavam tendo reuniões bilaterais regulares e produtivas. "Em termos de ações de mitigação [para frear as emissões], podemos considerar também o intercâmbio internacional, o diálogo e a cooperação que não é intrusiva e não viola a nossa soberania", afirmou. 

 

Hillary Clinton tinha avisado que a China teria de aceitar duros requisitos de monitoramento, informação e verificação das emissões, se os Estados Unidos fornecerem a ajuda prometida. Negociadores americanos compararam as exigências de prestação de contas de verificação aos tratados de redução de armas nucleares e acordos comerciais. 

 

Os chineses já haviam dito que só aceitam verificação sobre as emissões de esforços em troca de fundos internacionais. Mas Yafei suavizou a linguagem e também sugeriu uma maior utilização de um esquema da ONU que pudesse resolver as suas preocupações sobre a soberania. "Estamos dispostos a aumentar e melhorar a maneira que fazemos as comunicações nacionais, cujo objetivo evidentemente é de realçar a transparência ", disse, referindo-se aos relatórios regulares sobre níveis de emissões que os países que assinaram o Protocolo de Kyoto devem apresentar às Nações Unidas periodicamente. 

 

Isso poderia finalmente superar uma das principais preocupações da China, de que as verificações reportáveis internacionalement epossam violar a sua soberania. Yafei também disse que a meta chinesa seria obrigatória sob uma lei doméstica e afirmou que o país vai intensificar seu próprio controle das emissões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.