China 'não está otimista' sobre negociações climáticas--enviado

O principal negociador da China para questões climáticas "não está muito otimista" em relação aos resultados das negociações globais em Durban, divulgou a rádio estatal nesta segunda-feira.

REUTERS

28 Novembro 2011 | 11h40

Quase 200 países farão um último esforço para salvar o Protocolo de Kyoto durante negociações climáticas globais que se iniciam nesta segunda na África do Sul, com intuito de reduzir as emissões de gases de efeito estufa culpados pela elevação dos níveis dos mares, tempestades intensas, secas e problemas nas safras agrícolas.

Os países vêm debatendo há anos sobre o Protocolo, que foi adotado em 1997 e entrou em vigor em 2005, submetendo a maioria dos países desenvolvidos a metas obrigatórias de corte de emissão. O primeiro período de compromisso vence em 2012.

"Agora as perspectivas não são muito otimistas," disse o negociador chinês Su Wei à rádio estatal, sem dar detalhes. "Contudo, pelo menos nos países desenvolvidos, a União Europeia demonstrou disposição em considerar uma segunda fase de compromisso do Protocolo de Kyoto."

A reportagem da rádio afirma que há amplas divergências entre as partes.

Enviados acreditam que possa haver um acordo para uma nova rodada de metas obrigatórias, mas provavelmente apenas a União Europeia, Nova Zelândia, Austrália, Noruega e Suíça assinarão entre os países desenvolvidos.

Qualquer acordo depende da China e dos Estados Unidos, principais emissores mundiais, concordarem com uma ação obrigatória dentro de um acordo mais amplo até 2015, algo que ambos têm resistido por anos.

Rússia, Japão e Canadá dizem que não irão assinar um segundo compromisso do Protocolo de Kyoto a menos que os maiores emissores também o façam.

(Reportagem de Wan Xu e Sui-Lee Wee)

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