China garante que proposta ambiental 'é séria e responsável'

Primeiro-ministro falou aos países em desenvolvimento sobre porposta de corte de 45% nas emissões de CO2

Efe,

28 Novembro 2009 | 13h47

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, se reuniu com representantes do G77 (países em desenvolvimento) para explicar o recente anúncio chinês de recortar suas emissões de carbono entre 40% e 45% e que a proposta é "séria, solene e responsável com o mundo", informou a agência Xinhua.

 

O projeto, que segundo o Governo chinês suporá grandes desafios para a próxima década, se elaborou sobre as condições da China e seus interesses a longo prazo e sobressaiu "o espírito de ser responsável pelo bem da população mundial",destacou Wen na reunião,

 

A China anunciou na quinta-feira, no dia seguinte em que os EUA oferecesse recortes de 17% em suas emissões, um diminuição de entre 40% e 45% de sua intensidade de carbono até 2020 em relação aos níveis de 2005.

 

A intensidade de carbono se obtém ao dividir as emissões de dióxido de carbono pelo Produto Interno Bruto de um país, pelo que se pode reduzir com menos emissões mas também alcançando que o PIB aumente a um ritmo mais rápido que os níveis de poluição.

 

Os países em desenvolvimento que formam o G77 não estão, em princípio, obrigados pelo Protocolo de Kioto atualmente em vigor a recortar emissões, embora na Cúpula de Copenhague, em dezembro, também se pedirá esforços deles para combater a mudança climática.

 

China proporá na capital dinamarquesa que esse bloco de nações, do que faz parte, elabore sem imposições numéricas internacionais seus próprios planos nacionais de acordo com as condições econômicas de cada país e porá como exemplo seu programa de corte de intensidade de carbono.

 

Wen liderará a delegação chinesa na Cúpula de Copenhague e ressaltou na reunião que a China "necessita grandes esforços para chegar à sua meta".

 

Entre os presentes na reunião com o líder chinês, que neste sábado, 28, continuará com consultas ministeriais, figuraram o ministro do Meio Ambiente indiano, Jairam Ramesh, o assessor especial da Presidência da República brasileira, embaixador Marcel Fortuna Biato, e a ministra de Água e Meio Ambiente da África do Sul, Buyelwa Sonjica

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