China e Índia firmam posição comum para cúpula climática

Os dois grandes países em desenvolvimento rejeitam metas obrigatórias e cobram ação das nações ricas

Associated Press,

21 Outubro 2009 | 14h26

Índia e China, ambos grandes poluidores e figuras cruciais no combate ao aquecimento global, concordaram em manter uma posição comum nas questões de mudança climática durante a conferência global sobre o clima, marcada para Copenhague no início de dezembro.

 

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A cúpula na capital dinamarquesa tem por objetivo produzir um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, firmado em 1997 e que expira em 2012. Kyoto foi o primeiro acordo internacional a definir metas obrigatórias de cortes na emissão de gases causadores do efeito estufa, mas elas foram impostas apenas aos países altamente industrializados - e os Estados Unidos recusaram-se a cumpri-las.

 

Os países em desenvolvimento argumentam que o mundo industrializado produziu a maior parte dos gases causadores do aquecimento global, e devem arcar com os custos de resolver o problema. Índia e China concordaram em trabalhar para reduzir o ritmo de emissões, mas resistem a assumir metas obrigatórias submetidas a supervisão internacional.

 

"Não há diferença entre as posições chinesa e indiana na negociação, e estamos discutindo o que mais os dois países podem fazer para que haja um resultado positivo em Copenhague", disse o ministro de Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh, segundo a imprensa local.

 

O principal negociador chinês para questões climáticas, Xie Zhenhua, disse que o acordo "trará um novo cenário e levará a cooperação sobre mudança climática entre os dois países a novas alturas".

O acordo enfatiza que "a Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Mudança climática e seu Protocolo de Kyoto são o quadro mais apropriado para enfrentar a mudança climática", diz texto divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente indiano.

 

Os EUA rejeitaram o Protocolo de Kyoto porque o texto isentava os países em desenvolvimento, como Índia e China, de obrigações. Além de preservar essa imunidade, os países em desenvolvimento também querem financiamento para ajudar em seus esforços de combate e adaptação à mudança climática.

 

Na terça-feira, 20, Índia, Paquistão e seis outros países do sul da Ásia disseram que defenderão, em Copenhague, a manutenção das condições de Kyoto.

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