China e Índia correm risco extremo de desastres, adverte ONU

Organização divulgou um índice de risco de mortalidade, que avalia o perigo para as populações dos países

Associated Press,

15 Junho 2009 | 15h37

Os habitantes da Índia e da China correm "risco extremo" de morrer em desastres naturais, adverte um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra.

 

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A entidade também menciona Bangladesh, Colômbia, Indonésia e Mianmar como países onde há risco de acontecerem mortes em massa por causa de catástrofes naturais, tais como terremotos, furacões, enchentes e deslizamentos de terra.

 

"Os desastres naturais estão aí e nada podemos fazer para evitar que ocorram", disse a senadora filipina Loren Lagarda, que está entre os apresentadores do "Índice de Risco de Mortalidade" da ONU.

 

Mesmo assim, os países em desenvolvimento precisam melhorar o planejamento para se preparar melhor para quando uma catástrofe natural vier a acontecer, prosseguiu ela.

 

A senadora observou ainda que os países ricos deveriam ajudar, pois a industrialização deles provocou as mudanças climáticas que exacerbam os efeitos das tempestades e de outros fenômenos climáticos.

 

O índice da ONU classifica os países de acordo com uma série de fatores entre os quais encontram-se a incidência de catástrofes naturais, a infraestrutura existente para lidar com esses fenômenos e o grau de prontidão.

 

Segundo o estudo, os bengaleses estão mais vulneráveis a ciclones. As populações de China, Colômbia, Índia, Indonésia e Mianmar correm mais risco de morrer em terremotos. Os indianos também lideram a escala de risco de morte em enchentes.

 

De acordo com a ONU, os habitantes de Bangladesh, China, Índia e Indonésia estão enquadrados na categoria de "risco extremo" por causa do número médio de cidadãos em risco.

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