China diz estar comprometida com economia de baixo carbono

Conferência em Pequim discutirá formas de enfrentar mudanças climáticas

Associated Press

21 Junho 2011 | 10h49

PEQUIM - Membros do governo da China anunciaram nesta quarta-feira (horário local) uma conferência internacional de três dias para discutir como enfrentar as mudanças climáticas, enquanto tentam passar ao mundo a mensagem de que o país está comprometida com uma economia de baixo carbono.

Representantes de 30 organizações internacionais e 10 regiões e países comparecerão à conferência em Pequim que começa nesta quarta, disse Huang Wenhang da Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma, o maior órgão de planejamento da China.

Ela disse em entrevista coletiva que os delegados se concentrariam em políticas para o desenvolvimento com carbono verde, adaptação às mudanças climáticas e desenvolvimento de capacidades, incluindo como alargar os canais de captação de recursos.

Representantes dos Estados Unidos, Uniao Europeia, Reino Unido, Canadá, Itália e Suécia devem comparecer, e Huang disse que equipes de desenvolvimento e meio ambiente da ONU, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Mundial e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas também participariam.

Outras delegações incluem representantes de multinacionais e empresas chinesas, como a BP e as firmas chinesas Sinopec e PetroChina.

Su Wei, diretor-geral do departamento de mudanças climáticas da Comissão, disse que não pretendiam sinalizar nada para a próxima grande conferência climática da ONU, a COP-17, a ser realizada em Durban no fim deste ano. “Mas o que gostaríamos de dizer e mostrar é que a China está prestando muita atenção e está comprometida com uma economia de baixo carbono”, disse ele.

Su, que foi chefe da delegação da China na última conferência climática, em Cancun, disse que os delegados discutiriam como reduzir emissões enquanto continuam a desenvolver uma economia e como encorajar o desenvolvimento da indústria de energia renovável.

Ele disse ainda que os delegados poderiam também compartilhar ideias sobre sistemas de alerta precoce para prever mudanças climáticas e eventos de clima extremo.

Mais conteúdo sobre:
Chinabaixo carbono

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.