China condiciona redução de emissões a incentivo financeiro dos desenvolvidos

Durante a Conferência da Mudança Climática de Tianjin delegação chinesa pediu transferência de tecnologia

Efe

07 Outubro 2010 | 09h13

PEQUIM - O chefe de negociações da China para a mudança climática, Xie Zhenhua, afirmou nesta quinta-feira, 07, que o país poderá reduzir as emissões de dióxido de carbono se receber mais incentivo financeiro dos países desenvolvidos.

 

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"Isso depende de quanto dinheiro será oferecido pelas nações desenvolvidas e da tecnologia que será transferida de acordo com os protocolos", destacou Xie, vice-presidente da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, citado pela agência oficial "Xinhua".

 

Xie fez essas declarações na Conferência da Mudança Climática de Tianjin (norte da China), organizada pelas Nações Unidas para realizar os preparativos da Cúpula de Cancún no fim do ano.

 

Segundo ele, ainda não se pode exigir da China o mesmo que das economias desenvolvidas como da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos, quando há países com rendas per capita de mais de US$ 40 mil que ainda não alcançaram seu pico de emissões (a renda per capita da China é de US$ 3 mil).

 

A China, maior emissor mundial de dióxido de carbono, ainda não se impôs redução das emissões de gases do efeito estufa, enquanto UE e EUA já o fizeram.

 

O negociador chinês também destacou que é razoável que a China e outras nações em desenvolvimento aumentem suas emissões de gases do efeito estufa, já que suas prioridades são melhorar a economia e a qualidade de vida de suas populações.

 

Mais de 3 mil delegados de 194 países negociam em Tianjin os acordos que podem ser alcançados em Cancún, mas ainda existem grandes diferenças, especialmente entre os países desenvolvidos e as nações em desenvolvimento.

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