Rogério Florentino
Rogério Florentino

Governo de Maduro oferece ajuda a Bolsonaro para ‘dolorosa tragédia’ na Amazônia

Chancelaria bolivariana mostra preocupação com 'gigantescos e terríveis incêndios' na região

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2019 | 02h31
Atualizado 23 de agosto de 2019 | 16h52

CARACAS, SANTIAGO - O Governo do presidente Nicolás Maduro na Venezuela manifestou, nesta quinta-feira, 22, preocupação com os incêndios na Amazônia, que vem fazendo estragos tanto no Brasil quanto na Bolívia, e ofereceu ajuda aos dois países para conter o fogo.

"A Venezuela expressa a sua profunda preocupação com os que devastam a região da Amazônia em território de vários países da América do Sul, com gravíssimos impactos sobre a população, os ecossistemas e a diversidade biológica da área", pronunciou-se o Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores da Venezuela em comunicado.

No texto, a Chancelaria venezuelana expressou solidariedade de maneira especial às comunidades indígenas e camponesas no Brasil, na Bolívia, no Paraguai, no Equador e no Peru, países que dividem a Amazônia com a Venezuela. Além disso, pediu consciência aos atores econômicos e institucionais dessas nações.

"Considerando a irmandade sul-americana e como integrante da comunidade amazônica, a Venezuela oferece sua modesta ajuda que possa servir para suavizar esta dolorosa tragédia, com caráter imediato", escreveu o Ministério, que pediu cuidado com a Amazônia.

O governo do Chile também se dispôs a ajudar no combate aos incêndios. A oferta havia sido feita inicialmente pelo ministro da Agricultura do país, Antonio Walker, e depois foi reforçada pelo presidente Sebastián Piñera.

"O Brasil está sendo afetado por incêndios florestais na Amazônia que são de enorme magnitude e põem em risco a saúde do nosso planeta. Por isso ofereci ao presidente Jair Bolsonaro a colaboração do Chile para ajudar esse país irmão e amigo a combater com maior eficácia e força os graves incêndios florestais", disse Piñera.

"Também espero poder conversar com o presidente da Bolívia, Evo Morales, para fazer a mesma oferta e proposta de ajuda", completou o Piñera em breve entrevista coletiva no Palácio de la Moneda, sede do governo chileno. EFE

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