Chile declara banida caça às baleias em suas águas

País também declarou intenção de criar um santuário de baleias; Japão têm objetivos conflitantes

Reuters

23 Junho 2008 | 18h45

O Chile declarou banida permanetemente a caça às baleias em suas águas nesta segunda-feira, 23, em meio aos rumores de grupos ambientalistas de que o encontro da Comissão Internacional de Caça às Baleias não conseguirá parar o caçador número 1: o Japão.   A presidente chilena, Michelle Bachalet, também mandou um projeto de lei para o Congresso propondo a criação de um snatuário de baleias na costa chilena e declarou a baleia um monumento nacional.   "Nós escolhemos esse lugar, a fábrica Quintay de processamento de baleia (desativada em 1967 pelo governo), para destacar o Chile e o mundo do passado, nos quais não havia nenhuma consciência de conseqüências sociais e ambientais", disse Bachelet.   "O Chile quer dar ao mundo um sinal claro de seu desejo de proteger as baleias em suas águas", acrescentou. "Essa iniciativa é um pedido para o mundo no futuro."   A moratória chilena da caça às baleias foi marcada para expirar em 2025.   Em Santiago, a reunião anual da comissão começou com nações das Américas e da Europa expressando preocupação sobre o aumento das capturas das baleias minke no norte do Pacífico, especificamente nas águas japonesas e coreanas.   Do lado do encontro, manifestantes munidos de uma gigante baleia azul inflável entoavam "assassinos, é sua culpa", e empunhavam cartazes que diziam "párem os massacres" e "nenhum sangue pela tradição." A polícia disse ter detido 15 participantes dessas manifestações.   "As espécies vão se extinguir porque eles estão caçando baleias demais", disse um menino de 14 anos, segurando um panfleto do Greenpeace. "Nós estamos aqui para dizer que somos contra a caça às baleias; o que o Japão está fazendo é mau."   O país, por sua vez, diz que é mal entendido, nega que sua caça de mil baleias todos os anos para fins científicos esteja chegando ao comércio e diz também ser a favor da preservação.   O Japão apresentou uma resolução para a legalização da caça costeira. É a mesma resolução que foi barrada um ano atrás, levando a ameaças do país de abandonar a comissão.   "Nós não vemos problema na conmercialização de baleia, contanto que o comércio seja sustentável", disse Ryotaro Suzuki, coordenador do ministério Exterior Japones para assuntos de oceano.   Estavam presentes na reunião, a primeira realizada na américa do Sul em 23 anos, representantes de 80 países, que trabalharam questões gerais da caça às baleias até sexta-feira, 27.

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