Cassol defende imposto para financiar preservação da Amazônia

Governador de Rondônia quer Contribuição Social Sustentável, nos moldes da nova CPMF, e critica Marina Silva

Agência Brasil

19 Junho 2008 | 13h02

O governador de Rondônia, Ivo Cassol, defendeu nesta quinta-feira, 19, em audiência pública na Câmara, a criação da Contribuição Social Sustentável, um imposto para financiar a preservação da Amazônia, nos moldes da Contribuição Social para a Saúde (CSS), em tramitação no Congresso Nacional. "Precisamos de ajuda sim, mas não só de garganta, disso eu já estou cheio. Precisamos de recursos, de dinheiro para investir na Amazônia", cobrou.   Veja também:    Desmatamento real é só 10% dos números do Inpe, diz Maggi  Ações diárias que salvam o planeta   Acompanhe a trajetória do desmatamento na Amazônia; abril teve mais desmate  Leia a edição online da Revista da Amazônia   Fórum: é possível salvar a floresta amazônica?    Cassol criticou quem, segundo ele, defende a Amazônia "de dentro de uma sala com ar-condicionado em Brasília" e não conhece de perto a realidade de quem vive na região. "Às vezes parece que os bichos e as árvores são mais importantes que as pessoas", comparou. O governador também reclamou da gestão da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e da falta de articulação entre órgãos federais e estaduais de meio ambiente.   "É preciso cobrar também das multinacionais, dos bacaninhas americanos que reclamam dos desmatamento, mas continuam comprando nossas matérias-primas."   Ao se dirigir ao governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que também participa da audiência, Cassol disse que os dois "são parceiros de pancada e porrada", em referência às criticas que vêm recebendo pelos altos índices de desmatamento em seus estados.   Ivo Cassol, que foi madeireiro até 1995, disse que deixou o setor por causa de pressões. O governador argumentou que os madeireiros querem derrubar "árvores maduras" que, segundo ele, "depois de muitos anos, começam a fazer fotossíntese ao contrário, deixam de absorver e passam a liberar gás carbônico".   A audiência pública prossegue na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. Neste momento, os governadores ouvem perguntas dos deputados.

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