Casal em Taiwan fabrica escola de jornal

Um casal ecologicamente consciente de Taiwan abriu uma pequena escola construída com jornais doados e preparados com um liquidificador caseiro, disse o arquiteto responsável pelo projeto nesta quarta-feira.

Ralph Jennings, Reuters Life

06 Janeiro 2010 | 12h48

 

John Lamorie, que nasceu no Canadá, e sua esposa taiwanesa, Shelly Wu, usaram mais de uma tonelada de jornal, muitos coletados por estudantes em troca de pontos na nota, para construir a escola de 75 metros quadrados.

 

"Estou no caminho do que eu sinto sobre o meio ambiente, especialmente reutilizando coisas", disse Lamorie, de 59 anos, um ex-inspetor de prédios. "É algo que sempre existiu em mim, uma ressada dos meus tempos de hippie."

 

O projeto levou cerca de um ano, e agora a escola está pronta antes do previsto, na medida em que as notícias do método de construção atípico se espalha pela área rural do condado de Pingtung no sul de Taiwan, onde vivem Lamorie e Wu.

 

Depois de ter a ideia enquanto visitava amigos, Lamorie diz que construiu um liquidificador com o assoalho da carroceria de um caminhão e lâmina de cortar a grama. Depois, misturou jornais, água e cimento, para formar o que ele chamou de 'papercrete', a espinha dorsal da sua escola, que tem paredes com 15 centímetros de espessura.

 

"Basicamente era como um liquidificar gigante", disse. Estudantes contribuíram com cerca da metade dos jornais para o projeto em troca de "cartões de recompensa", de acordo com Lamorie.

 

O 'papercrete', apesar de ter sido patenteado em 1928, continua sendo um dos principais materiais de construção. Pode ser trabalhoso e difícil de usar, apesar de respeitar o meio ambiente. 

 

As paredes da escola são revestidas com uma camada de silicone para proteger contra os danos da chuva. O estabelecimento pode acomodar cerca de 16 alunos. Lamorie e Wu agora estão construindo um restaurante com base de papel onde planejam servir pizzas.

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