HERTON ESCOBAR/ESTADÃO
HERTON ESCOBAR/ESTADÃO

Casal doado seguirá para Minas

Todas as ararinhas brasileiras, que hoje vivem no criadouro Nest, no interior de SP, serão transferidos para outro centro até o fim do ano

Herton Escobar, O Estado de S. Paulo

31 Outubro 2015 | 15h16

CATAR - Rory e Amber, as duas novas ararinhas-azuis do Brasil, doadas pelo Al Wabra, desembarcaram no aeroporto de Cumbica na noite de 26 de outubro, empoleiradas numa grande caixa de acrílico transparente. Pareciam cansadas, como qualquer viajante de longa distância, mas tranquilas, observando as pessoas ao redor.

De lá seguiram de carro para um centro de quarentena do Ministério da Agricultura em Cananeia, no litoral sul de São Paulo, onde deverão passar 15 dias em observação, para depois serem levadas a um criadouro particular, credenciado pelo ICMBio.

Todas as ararinhas brasileiras hoje vivem no criadouro Nest, no interior de São Paulo. Até o fim do ano, porém, todo o plantel deverá ser transferido para um outro centro especializado em criação e reprodução de aves ameaçadas, a Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais - a localização das instituições é mantida em sigilo, na medida do possível. A ideia original era manter a população dividida em dois locais, por questão de segurança, mas o Nest optou por sair do projeto.

Em Minas, as ararinhas ficarão sob os cuidados do jovem veterinário Marcus Romero Marques, que sonha com essa oportunidade desde 2000, quando ouviu falar da extinção da espécie. “Vamos dedicar nossas vidas a ajudar as ararinhas-azuis voltarem à natureza no Brasil”, promete ele, emocionado. Em março, enquanto fazia um estágio na ACTP, na Alemanha, ele ajudou uma ararinha-azul a nascer e o filhote foi batizado de Marcus, em sua homenagem. “Espero que ele seja um bom reprodutor”, brinca o “pai”.

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