Carlos Minc defende uso do etanol como combustível

'Emissão dos carros a álcool é tida como zero, pois é compensada pela absorção da cana', disse o ministro

Leonardo Goy, de O Estado de S. Paulo,

17 Setembro 2009 | 14h07

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu nesta quinta-feira, 17, o uso do etanol como combustível de veículos. "A emissão dos carros a álcool é tida como zero, porque a emissão dos carros é compensada pela absorção de CO2 pela cana. Temos de fazer uma grande defesa dos carros a álcool. O carro a álcool não contribui em nada para o aquecimento global. Polui menos e no ciclo completo elimina a emissão de CO2", afirmou Minc, em resposta indireta ao estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) que, segundo reportagem desta quinta-feira, 17, do jornal O Estado de S.Paulo, constatou que carros com motor flex poluem menos se for usada gasolina, em vez de álcool.

 

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O ministro também cobrou das montadoras aperfeiçoamento dos motores flex (que rodam com álcool e gasolina) para que o consumo do álcool seja mais eficiente e emita menos gases poluentes. "Vamos apertar as montadoras para melhorar a eficiência dos motores", disse Minc. Em seguida, porém, ele afirmou que quem fará a pressão sobre os fabricantes de veículos são os consumidores.

 

Ao comentar estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), vinculado ao Ministério, que concluiu que o uso de gasolina no carro flex polui menos que o álcool, Minc explicou que do ponto de vista da emissão de dióxido de carbono (CO2) - causador do aquecimento global - o etanol tem impacto zero na atmosfera. Isto porque o CO2 que é emitido pelos motores acaba sendo absorvido nas plantações de cana. Por outro lado, disse Minc, os motores etanol emitem monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio, que não contribuem para o aquecimento global, mas danificam, os pulmões humanos.

 

Minc, que participou do lançamento do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-acúcar, classificou como "impecável" o projeto que estabelece áreas onde o plantio da cana será permitido. "Com esse plano, o nosso etanol será 100% verde", disse o ministro, ressaltando que além da questão ambiental o zoneamento trará benefícios nas exportações de etanol. "Muitos países usam argumentos ambientais para colocar barreiras comerciais no etanol brasileiro", disse o ministro.

 

Minc também elogiou a exigência de as novas exportações de cana serem realizadas em terrenos com até 12 graus de inclinação. "Isso garante a mecanização, que por sua vez garante que não sejam feitas queimadas".

 

Minc disse ainda que neste ano a Amazônia terá a menor taxa de desmatamento dos últimos 21 anos. "O Brasil está fazendo o seu dever de casa e vai poder falar alto, em Copenhagen (onde haverá, em dezembro,reunião de cúpula da ONU para discutir o novo tratado global para o clima) e exigir medidas dos países mais poluidores".

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